
Será que nós, humanos, somos seres egoístas por excelência? Não sei mais o que escrever sobre isso no momento. Estou perturbado...
Comentem aí: se quiserem... Quem sabe a partir do que vocês comentarem eu consiga escrever algo...
O indivíduo não é exclusivamente um ser em-si, mas é, sobretudo, um ser para-outro, um ser social, uma pessoa (do latim: persona, que quer dizer "máscara", significando as exterioridades que lhe dão visibilidade na sociedade) que carrega sua posição na sociedade (e as marcas dessa posição, marcas que se fazem até no corpo).
Ai, meu caro Alan...que difícil falar sobre o 'egoísmo da humanidade'. Bem, em muito acredito que somos movidos pelo interesse. Nem sempre 'auto-interesse', é possível existir um 'interesse coletivo', quase nesse tom, 'desinteressado'. Pois, se o tal interesse coletivo não convivesse do lado do próprio interesse (que pode ser entendido como egoísmo) não faz o mínimo sentido participarmos de eventos como FSM Temático da Bahia, ou outros do tipo. Duvidamos da crença do "outro mundo possível", mas estávamos lá! Por que? Somos meros curiosos? Até que ponto nossa descrença não é também uma crença nesse outro mundo possível? Desconfio de mim, como ser humana, cidadã, futura cientista e tal. Mas para mim, estarmos lá, mesmo com os dois pés atrás, atentos aos escorregões dos 'vendedores de ilusão'(por que não?), era ouvir, ver, refletir e vislumbrar juntos um interesse coletivo, fruto de uma sociedade civil ciente da concretização de novos marcos de justiça social. Dessa forma, só a nível ilustrativo, porém concreto! Não fui, eu, apenas uma entusiasta! Uma mera espectadora do que estar por vir. Então o egoísmo (nesse sentido, localizado e possivelmente estreito) foi deixado de lado e a solidariedade, linda e maravilhosa foi semeada (só por estarmos lá). Acredito que eu, vc e muitos fazemos e podemos fazer mais que comparecer em um evento desse porte (como o intuito de não nos sentirmos meros 'levados pela onda'? Vendo as transformações sociais ocorrerem e nós apenas ler sobre e ouvir falar). Chega de auto-subestimação e descontentamentos! Que tal reencatarmos?!Sabe, vejo os abismos da campanha que no presente escrito pareço estar fazendo apologia (vai ver que eu esteja mesmo,descaradamente). Mas, acreditar é mudar de posturas e sobretudo não estagnar. Então me converti a esse credo. Primeiro, muda-se a mentalidade, o preconceito dar espaço a desconstrução-reconstrução, sem parar, sem parar. Que levam as mudanças de olhares, gestos, habitus...valores e normas sociais, leis, constituições e instituições. Um processo meu caro e disso um bom historiador marxista entende,rs!
ResponderExcluirBom, com viste, fugir um pouco da pergunta proponete. Minha imaginação, subjetiva, sim, essa sim, por 'excelência' mudou e muda com os ventos.
Um forte abraço!!!